Bombas de petróleo no Texas (Reuters)
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Os preços do petróleo chegaram a despencar 8% nesta sexta-feira, caminhando para o menor fechamento desde meados da pandemia de coronavírus em 2021, com a China revidando na escalada da guerra comercial global com os EUA após uma série de taxas impostas pelo presidente Donald Trump nesta semana.
A China anunciou que irá impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA a partir de 10 de abril. Países de todo o mundo preparam retaliação depois que Trump elevou barreiras tarifárias ao nível mais alto em mais de um século, levando a uma queda nos mercados financeiros mundiais.
Os contratos futuros do Brent caíam 7,60%, para US$ 64,81 por barril perto das 12h (horário de Brasília). Os futuros do petróleo bruto dos EUA (WTI) perdiam 8,45%, para US$ 61,29.
Ambas as referências estavam a caminho de suas maiores perdas semanais em termos percentuais em mais de dois anos.
“A resposta agressiva da China em relação às tarifas dos EUA praticamente confirma que estamos caminhando para uma guerra comercial global; uma guerra que não tem vencedores e que prejudicará o crescimento econômico e a demanda por commodities importantes, como petróleo bruto e produtos refinados”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.
“Por conta desse receio de recessão global, o petróleo sente muito, pois uma desaceleração mundial significa menos demanda global pela commodity. Isso faz com que alguns ativos brasileiros sangrem muito e, hoje, cairão novamente, como Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3), PetroRecôncavo (RECV3), entre outras do ramo”, caso da Brava (BRAV3), conforme aponta Vitor Agnello, analista educacional da CM Capital.
Na véspera, os ativos já haviam caído forte. Às 13h45 (horário de Brasília), BRAV3 desabava 12,44%, a R$ 18,44; PRIO3 caía 8,63%, a R$ 33,65; RECV3 recuava 7,64%, R$ 14,49; PETR3 tinha baixa de 6,53%, a R$ 36,81; enquanto PETR4 registrava queda de 5,53%, a R$ 34,01.
O Bradesco BBI aponta que a China respondendo às tarifas dos EUA aumenta a percepção de que uma guerra comercial completa provavelmente ocorrerá, e isso é ruim para o preço do petróleo.
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Por outro lado, as tarifas incluirão o petróleo vindo dos EUA para a China e, portanto, podem criar algumas oportunidades para empresas que exportam petróleo para a China.
O analista da CM Capital aponta que, por sua vez, um ativo que sentiu ontem e agora tende a se beneficiar em momentos globais como esses é o próprio ouro. Isso porque o ouro, o ativo mais seguro da história do mundo, sempre serviu como um ativo de hedge, ou seja, proteção de patrimônio.
(com Reuters)
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