No dia 28 de março, um potente terremoto de magnitude 7,7 sacudiu a região de Sagaing, em Mianmar, causando destruição em larga escala e sendo sentido até em Bangkok, na Tailândia, a quase 1.000km do epicentro. O tremor, que durou cerca de 85 segundos, foi o mais intenso na região em mais de um século e gerou imagens impressionantes de prédios balançando violentamente, com a água das piscinas que ficam na cobertura dos edifícios, despejando pelas laterais.
Os registros viralizaram, somando milhões de visualizações. Alguns deles, inclusive, chamaram a atenção pelos prédios não cederem, mesmo com o tremor intenso. Uma usuária do X (antigo Twitter) comentou: “É como os engenheiros dizem: se balança, não cai”. Mas o que isso significa? Como essas estruturas conseguem resistir a tamanha força sem colapsar?
A resposta está na Física e nas tecnologias antiterremoto utilizadas em construções modernas – sobretudo em países que sofrem com abalos sísmicos frequentemente. O GUIA DO ESTUDANTE conversou com os professores de Física Caio Correia Gomes, do Colégio Anglo São Paulo, e André Coelho, da Plataforma Professor Ferretto, para entender esse fenômeno.
Rastro de destruição
Região do terremotoWikipédia/Reprodução
Para ter uma noção da força do terremoto do dia último dia 28, imagine a explosão de centenas de bombas simultaneamente. Agora imagine isso acontecendo não na superfície da terra, mas por “debaixo” do chão que pisamos. Foi isso que um deslocamento lateral das placas tectônicas Eurasiática e Indo-Australiana fizeram na região da Falha de Sagaing, uma das mais ativas do planeta.
Para piorar a situação, a profundidade do epicentro (a parte “central” do terremoto) foi considerada rasa, intensificando ainda mais os danos na superfície da crosta. Quanto mais superficiais forem os tremores, mais energia se concentra nas áreas próximas ao epicentro, explicam os especialistas.
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Em Mianmar, cidades próximas ao epicentro sofreram os maiores danos. Mandalay e Sagaing registraram centenas de mortes e milhares de feridos. Estradas foram destruídas, pontes colapsaram e comunidades inteiras ficaram devastadas.
Na Tailândia, o impacto também foi significativo. Em Bangkok, capital do país, um arranha-céu em construção desabou completamente, deixando dezenas de pessoas desaparecidas sob os escombros.
A Física explica
Consequências do terremoto em Mianmar de março de 2025China News Service/Reprodução
Segundo o professor Caio Correia Gomes, a capacidade dos prédios de resistirem aos terremotos pode ser entendida por meio da dinâmica e da mecânica – pois é, figurinhas carimbadas do vestibular.
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As tecnologias antiterremoto incorporadas às suas estruturas são desenvolvidas com base em princípios físicos que ajudam a mitigar os efeitos das ondas sísmicas, sobretudo a dissipação de energia e os contrapesos dinâmicos.
@seismicps
Explore Seismic Isolation: This model vividly contrasts the resilience of seismically isolated buildings against conventional structures, highlighting Japan’s strategic approach to infrastructure protection. ***** Conoce el Aislamiento Sísmico: Este modelo ilustra vívidamente la resiliencia de los edificios con aislamiento sísmico en comparación con las estructuras convencionales, destacando el enfoque estratégico de Japón para la protección de su infraestructura. Source: unknown #seismicps #savinglives #seismicisolation #seismicprotection #EngineeringSavingLives #IngenieríaSalvandoVidas
♬ Epic Inspiration – DM Production
Entre as soluções mais utilizadas pela engenharia estão:
Fundação flexível: essa tecnologia permite que a base do prédio se mova junto com o solo durante o terremoto. Materiais como aço e borracha são usados para criar uma estrutura flexível que reduz a amplitude das vibrações transmitidas ao edifício. Assim, o prédio “acompanha” o movimento do solo sem sofrer grandes danos. O edifício Transamerica Pyramid, na Califórnia, é um exemplo;
Pêndulo amortecedor: instalado no topo dos edifícios, um pêndulo gigante atua como contrapeso ao movimento causado pelas ondas sísmicas. Ele aplica uma força no sentido oposto ao da oscilação do prédio, diminuindo sua amplitude e estabilizando a estrutura – é um exemplo prático da Terceira Lei de Newton. Um exemplo famoso dessa tecnologia é o Taipei 101, em Taiwan;
Amortecedores estruturais: as ondas sísmicas transferem energia para os prédios e tecnologias como amortecedores hidráulicos ajudam a dissipar essa energia antes que ela cause danos estruturais, convertendo-a em calor.
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