Fachada do STF em 11 de junho de 2024. Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado mobilizará uma cobertura jornalística sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, 501 profissionais de imprensa de veículos nacionais, incluindo o InfoMoney, e internacionais foram credenciados para acompanhar as sessões da ação da trama golpista, que se estenderá por cinco dias a partir da próxima terça-feira (2).
O número expressivo de jornalistas credenciados, divulgado na noite desta quinta-feira (28), reflete a atenção global em torno do processo que julga o chamado “Núcleo 1” da suposta trama golpista. Os réus incluem, além de Bolsonaro, figuras-chave de seu governo e das Forças Armadas.
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Além da imprensa, o STF recebeu 3.357 pedidos de inscrição do público em geral para acompanhar o julgamento presencialmente. Foram disponibilizados 150 lugares na sala da Segunda Turma, com divisão por sessões e autorização prévia por e-mail.
O julgamento será realizado na sala de sessões da Primeira Turma do STF, que dispõe de apenas 80 lugares para jornalistas, ocupados por ordem de chegada. Uma estrutura adicional com telão e cadeiras foi montada na área externa do prédio para acomodar parte da imprensa, com acesso restrito a profissionais credenciados.
Quando acontece o julgamento
O processo começa às 9h de terça-feira (2) e deverá ter sessões até o dia 12 de setembro. A expectativa é de que o resultado seja conhecido ao final da última sessão.
Veja os dias e horários
- 2/9 (terça) – 9h-19h
- 3/9 (quarta) – 9h-12h
- 9/9 (terça) – 9h-19h
- 10/9 (quarta) – 9h-12h
- 12/9 (sexta) – 9h-19h
Esquema de segurança reforçado
A magnitude do evento mobilizou também um esquema especial de segurança sem precedentes recentes, com medidas que se estenderão até o fim de setembro. O Supremo requisitou cerca de 30 policiais de tribunais de outros estados, que estão dormindo na sede da Corte em dormitórios improvisados. O acesso à Praça dos Três Poderes será restrito, e estão sendo feitas varreduras nas residências dos ministros.
A preocupação é ainda maior diante da proximidade com o feriado de 7 de setembro, data com histórico de manifestações bolsonaristas em Brasília. O STF ampliou sua articulação com a Secretaria de Segurança Pública do DF e incluiu no plano de proteção medidas contra possíveis ataques cibernéticos, com monitoramento constante da deep web.
Quem será julgado agora
Além de Jair Bolsonaro, a ação da trama golpista julgará os demais réus do chamado “núcleo um”, ou “núcleo crucial”. São eles:
- Alexandre Ramagem (deputado e ex-diretor da Abin)
- Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha)
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
- Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do GSI)
- Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)
- Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa)
- Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil)
Todos respondem por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e violação de patrimônio tombado.
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